Violência contra jornalista é atentado contra a Democracia

Todo jornalista tem uma história de violência ou intimidação para contar.

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No mês passado, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou o relatório da violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil, referente ao ano de 2017. É um cenário extremamente preocupante, pois 99 casos de agressões contra profissionais da mídia foram registrados no ano passado. Agressões físicas, verbais, ameaças, intimidações, atentados, detenções arbitrárias, enfim.

É um cenário comum, infelizmente. Todo jornalista tem uma história de violência ou intimidação para contar. O que é lamentável, pois a imprensa (e me refiro à imprensa de verdade, que age com responsabilidade, e não aos pseudojornalistas de Facebook) precisa, acima de tudo, de liberdade para exercer sua função social de informar e divulgar o que deve ser divulgado.

Por isso me solidarizo ao jornalista Diego Ortiz e ao representante comercial Etelvino “Nenê” Mello, ambos do jornal O Popular, que foram agredidos durante uma ocorrência policial no bairro Saúde. Ortiz fotografava a cena de um homicídio quando levou uma cabeçada e uma joelhada de um dos filhos da vítima. Mello tentou intervir e levou um soco no queixo.

É natural que as famílias em situações extremas como essa não desejem a imprensa por perto. Mas daí partir para uma agressão física é absolutamente inaceitável. Diferente de vizinhos e outros populares com celulares na mão movidos pela curiosidade mórbida, o repórter que vai à cena de um crime o faz por obrigação profissional, como os policiais, por exemplo. Aliás, onde estavam os policiais militares e guardas municipais que nada fizeram após as agressões contra Ortiz e Mello?

Fato é que a imprensa vem sofrendo duras críticas. Várias são pertinentes, muitas outras nem tanto. A intolerância está na moda e o ataque a jornalistas cai como uma luva quando o interesse é mudar o foco. É preciso lembrar que houve um tempo, sim, no Brasil em que jornalistas não tinham liberdade. Foi na Ditadura Militar. É esse o modelo de país que os intolerantes querem?

FENAJ-apresenta-relatório-2017-de-violência-contra-jornalistas
Reprodução / Fenaj

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